A sorte existe
A fotografia de capa da edição deste mês da revista National Geographic é de um lindo trevo de 4 de folhas, respeitante a uma reportagem intitulada “A sorte existe mesmo”. Gostei de conhecer os exemplos de situações bem-sucedidas, ao longo da História, em contextos de absoluta imprevisibilidade.
A ciência tem-se aberto, nas últimas décadas, a uma maior compreensão dos fenómenos que sempre provocaram espanto, abalando as estruturas do que se convenciona como lógico e racional. Não há nada de errado no pensamento objetivo, analítico e estruturado, pelo contrário, é graças a ele que a civilização tem evoluído e podemos contar com melhores condições de vida. No entanto, a par desta organização, o Homem não deixa, no meu ponto de vista, de apresentar uma complexidade dimensional que ficaria bastante reduzida se os instrumentos de observação fossem, apenas, a régua e o esquadro. Na esfera humana cabem, também, todas as emoções, contradições e alinhamentos energéticos, se quisermos perspetivar este Universo como um horizonte mais ampliado.
Compreendo, assim, que o lado intuitivo pode assumir um papel fundamental na tomada de decisões e na forma de nos posicionarmos, a cada instante da nossa existência. E, nessa abertura de canal, os “milagres” acontecem, tal como descrevem os repórteres da National Geographic. O poder da intenção, a confiança em nós mesmos e na própria vida, funcionam como um íman para o desenvolvimento dos processos, influenciando os resultados de todas as ações. Não se trata de uma fórmula mágica ou de bruxaria - como podem pensar os mais cépticos – mas na consciência de que tudo está interligado e de que somos mais poderosos do que aquilo que julgamos (ou nos fizeram acreditar).
No meu caso, sempre que me permito conectar comigo mesma, de um lugar de
presença e de gentileza, os insights sucedem, de modo inesperado. Se me deixar
levar, fazendo o exercício do desapego – que é uma missão difícil, quase
impossível! - a “magia” bate-me à porta, com uma mensagem clara de que estou a
seguir no caminho certo. O diálogo interno torna-se menos controlador e mais
empático, permitindo-me navegar com mais segurança pelos ventos e tempestades.
Tenho uma relação muito forte com os trevos de 4 de folhas e, de alguns anos a esta parte, tenho vindo a colecionar exemplares que vou encontrando por aí. A cada “encontro”, a minha alma sorri e expande-se mais um bocadinho, mas esta semana tive a “sorte” de encontrar não um trevo, mas 3 trevos de uma só vez, um ao lado do outro, num jardim, na rua onde vivo.
A sorte existe mesmo?! Não tenho dúvidas porque, para mim, a sorte consiste
em viver com mais paz dentro do coração.
“A sorte não é uma capacidade mágica ou um dom dos Deuses. É um estado de espírito, uma forma de pensar e de agir”
(Wiseman, 2026)
La fotografía de portada del número de este mes de la revista National
Geographic es de un hermoso trébol de 4 hojas, referido a un reportaje titulado
"La suerte realmente existe". Me gustó conocer los ejemplos de
situaciones exitosas, a lo largo de la Historia, en contextos de absoluta
imprevisibilidad.
La ciencia se ha abierto, en las últimas décadas, a una mayor comprensión
de los fenómenos que siempre han provocado asombro, sacudiendo las estructuras
de lo que se considera lógico y racional. No hay nada malo en el pensamiento
objetivo, analítico y estructurado, por el contrario, es gracias a él que la
civilización ha evolucionado y podemos contar con mejores condiciones de vida.
Sin embargo, junto a esta organización, el Hombre no deja de presentar, desde
mi punto de vista, una complejidad dimensional que sería bastante reducida si
los instrumentos de observación fueran sólo la regla y el cuadrante. En la
esfera humana caben, también, todas las emociones, contradicciones y
alineamientos energéticos, si queremos visualizar este Universo como un
horizonte más ampliado.
Comprendo, así, que el lado intuitivo puede asumir un papel fundamental
en la toma de decisiones y en la forma de posicionarnos, a cada instante de
nuestra existencia. Y, en esta apertura de canal, los "milagros"
suceden, tal como describen los reporteres del National Geographic. El poder de
la intención, la confianza en nosotros mismos y en la propia vida, funcionan
como un imán para el desarrollo de los procesos, influyendo en los resultados
de todas las acciones. No se trata de una fórmula mágica o de brujería -como
pueden pensar los más escépticos- sino de una toma de conciencia de que todo
está interconectado y de que somos más poderosos de lo que pensamos (o nos
hicieron creer).
En mi caso, siempre que me permito conectar conmigo misma, desde un lugar
de presencia y de amabilidad, los insights suceden, de modo inesperado. Si me
dejo llevar, haciendo el ejercicio del desapego - ¡que es una misión difícil,
casi imposible! - La "magia" golpea mi puerta, con un mensaje claro
de que estoy en el camino correcto. El diálogo interno se vuelve menos
controlador y más empático, lo que me permite navegar con mayor seguridad por
los vientos y las tormentas.
Tengo una relación muy fuerte con los trevos de 4 hojas y, desde hace algunos años, he venido coleccionando ejemplares que voy encontrando por ahí. En cada "encuentro", mi alma sonríe y se expande un poco más, pero esta semana he tenido la "suerte" de encontrar no un trébol, sino 3 treboles juntos, uno al lado del otro, en un jardín, en la calle donde vivo.
¿La suerte realmente existe?! No
tengo dudas porque, para mí, la suerte consiste en vivir con más paz dentro del
corazón.
"La suerte no es una capacidad mágica o un don de los dioses. Es un
estado de ánimo, una forma de pensar y de actuar"
(Wiseman, 2026)



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