O jogo da memória
A memória é uma caixinha de surpresas que me diverte explorar, sempre que é possível. Consiste num mecanismo com vida própria, não obedecendo a demandas egoicas ou imposições inoportunas. Todavia, quando aprendemos a puxar pelos seus fios, devagarinho, sem pressas, e, ao mesmo tempo, exercendo uma subtil firmeza, o jogo da memória presenteia-nos com incríveis peças do puzzle da nossa existência. Há uns dias, a memória que me visitou foi a de um primeiro jantar de turma – sem pais, nem professores! - teria eu uns 13/14 anos. Recordei vários pormenores – com o passar do tempo, não tenho a certeza se recordamos ou (re) criamos – que julgava perdidos. O convívio, as brincadeiras pela noite dentro e a inocência das primeiras experiências de quem tem urgência em ser crescido. Lembro-me bem da roupa que vesti e de alguns episódios hilariantes do pós-jantar. Não tenho ideia se fizemos um estrago maior no restaurante, espero que não, pois não havia bebidas alcoólicas – esses tip...









