A morte pasma-nos
A morte é sempre surpreendente. Não adianta sabermos de cor todas as teses e teoremas, ou conhecermos as mais complexas equações do Universo: quando recebemos a notícia do falecimento de alguém, ficamos pasmados. Por mais anos que passem, continuamos a sentir o impacto de uma bela chapada na cara. E, na verdade, nem precisa de ser uma pessoa da nossa esfera íntima – sendo, obviamente, intensificado o grau de dor em função da ligação afetiva – já que o espanto faz questão de se apresentar (quase) sempre ao serviço. Ainda ontem, quando me apercebi que o Jorge Palma tinha morrido, dei por mim a hesitar em acreditar na realidade do facto, como se uma parte minha se recusasse a aceitar a transição daquele ser humano, talvez porque considere eternas as suas composições - as mais belas canções criadas em Portugal. Também ontem fizemos uma bonita homenagem à nossa querida Graça, participante do ateliê de Mindfulness , que partiu inesperadamente há umas semanas. Deixou-nos a ...









