Uma década de Celestices: MUITO OBRIGADA!
No último livro da Isabel Allende (“Palavra escrita, uma vida mágica”), esta escritora que tanto admiro refere que um bom texto é aquele que provoca emoção nos leitores, conduzindo-os numa viagem através dos sentidos. Trata-se de um caminho iniciado no coração do próprio escritor que embarca numa jornada de introspeção e de despertar interno para que as palavras possam ganhar forma e sentido.
No meu caso, não há nada que me deixe mais feliz do que sentir que os meus textos ressoaram no coração de outras pessoas, ou seja, que serviram de impulso para algum tipo de reflexão, instigação ou sentimento. Nas últimas semanas, em modo de celebração do 10º aniversário do blog Celestices, tive a sorte de receber os melhores presentes: a seleção de excertos por parte de gente que tem acompanhado, de perto, o meu percurso.
Tenho verificado que os seguidores do Celestices constituem um grupo heterogéneo, de várias faixas etárias, profissões, interesses e oriundo de diversas partes do mundo (Portugal, Argentina, Espanha, Nova Zelândia, Brasil, Macau, Estados Unidos, etc..). Fiquei muito comovida ao perceber o esforço destes leitores (com vidas ocupadas e milhentas preocupações) para prestar uma bonita homenagem que permanecerá gravada, para sempre, no meu peito.
Um total de 22 contributos com múltiplos formatos: frases, testemunhos, fotografias próprias, áudios e vídeos. Apresento, seguidamente, a lista completa das participações.
“Não sei por onde andarás agora, noutros planos ou dimensões. Mas sei que, de vez em quando, dás cá um salto, aos meus sonhos – e é maravilhoso!” (Texto “Sheidy”) - Susana Ferreira
“Ao tempo devemos o TUDO e o NADA” (Texto “Tempo: aliado ou inimigo?”) - Simone Silberman
“Hoje sinto a presença da minha mãe, como nunca havia sentido antes. Consigo pedir-lhe orientação e recebo as suas respostas - não é treta, é AMOR.” (Texto “Não é treta, é AMOR!”) - Daniela Vieira
“No puedo controlar casi nada, pero puedo elegir casi todo!” (Texto “Não posso controlar (quase) nada, mas posso escolher (quase) tudo”) - Delia Barrios
“A dança como expressão do movimento, nada tendo a ver com a performance da anatomia perfeita.” (Texto “A dança como real escuta do corpo”) - Gabriela Cunha
“Voltei. O meu coração é grande. O meu coração está cheio. Já sei o caminho de regresso a casa. Sou eu, de novo.” (Texto "Podes (sempre) voltar ao teu coração") – Adriana Oliveira
“Está tudo bem. O mundo, cá fora, nem sempre é justo. Mas está tudo bem.” (Texto “Let it be”) – Cristina Martins
“A vida pode ser mais feliz, se nos permitirmos. E, quando estamos no lugar certo, a magia mostra o ar da sua graça…” (Texto “No lugar certo”) – Tânia Ferreira
“El amor me pareció la mejor manera de empezar esta aventura...” (Capítulo 1 “Amor” do livro Celestices) – Maria Luísa Barrios
“Cada palavra custa um 0,01€ e, por isso, há que saber escolhê-las para não as desperdiçar!” (Texto “O homem que poupava palavras”) – Tiago Ramos
“Tenho aprendido que a vida é uma viagem, em micro ou macro doses...o que importa é entregarmo-nos a cada momento em verdadeira presença.” (Texto “Família em microdoses”) – Tatiana Vaz
“Por fim, permaneço de barriga para cima, em modo de flutuação, percebendo o sol a bater na cara e o movimento da água, massajando cada célula do meu sagrado corpo. Por breves instantes, a mente esvazia-se por completo, demoro-me no “nada” que se transforma no “tudo”, num prelúdio de felicidade.” (Texto “Como o caranguejo…”) – Vanda Santos
“Não sei, ao certo, de que cor é a vida. E qual a sua textura? Existem instantes em que se apresenta macia como uma seda e outras (tantas) ocasiões nas quais sentimos o seu toque áspero que nos arrepia a alma. Será que apresenta alguma forma geométrica? Os altos e baixos que compõem a tela da existência afiguram-se um desafio de criatividade para qualquer artista que tem como papel principal uma bela performance no palco das emoções.” (Texto “As cores que nos fazem (mais) sentido”) – Rui Cardoso
“No meio de memórias e de julgamentos que nós, humanos, nunca estamos isentos, emerge a voz da consciência que nos questiona sobre o que é viver de forma plena (e não somente, sobreviver!). O que realmente importa, no final dos dias?” (Texto “Um pássaro no meio de anjos e santos”) – Hugo Vieira
“Há seres que nos fazem sentir que existe uma conexão genuína e, nesses instantes, voltamos a acreditar numa espécie de amor à primeira vista, como nos dizia o génio Vinicius*: A gente não faz amigos, reconhece-os.” (Texto “Alma gémea”) – Maria Clara Frias
“Há coisas que nunca mudam e, afortunadamente, algumas pessoas ficam para sempre.” (Texto “Viagens que se perdem no tempo: uma ode à amizade”) – Sabrina Mouta
“Un espacio donde somos nosotros mismos, de manera sencilla y entregada al amor que nos une como un hilo que es más fuerte que TODO. Estamos juntos, siempre. Y en mis células fluye la energía del afecto y de la conexión, en una mezcla de felicidad y nostalgia.” (Texto “Familia em microdoses”) – Oscar Canales
“Casa é o lugar onde vive o coração e aqui viveu o meu, o nosso, incontestavelmente. Agora é hora de mudar, o caminho é em frente, como se diz: “quem muda, Deus ajuda!”. Fechar esta porta e abrir outra (s) que nos permita recomeçar. Com fé, com amor e com gratidão.” (Texto “Adeus, Casa da Eira”) – Filipa Gomes
“Al tiempo debemos TODO y NADA. Sin embargo, en la humildad de saber quiénes somos podemos sacar provecho de la existencia y de la sabiduría resultante de los años de vida.” (Texto “Tempo: aliado ou inimigo?”) – Christofer Fernandez
“E é exatamente assim que sinto a minha escrita: um dom que recebi e que me impulsiona de forma magnética. Também tenho a certeza de que a minha mãe continua viva em cada texto meu. Juntas escrevemos, escrevemos, escrevemos e o sonho não acaba…” (Texto “Para onde voam os sonhos inacabados?”) – Rui Cardoso
“Quando mergulho no mar, tudo é possível. Cumpro este ritual, desde que me conheço, como uma espécie de oração …” (Texto “O mar chama por mim”) – Vera Carvalho
“É costume dizer-se – para quem entende qualquer coisinha de astrologia – que os nativos de Caranguejo são extremamente sensíveis. A água consiste no seu elemento principal, pois nada se revela mais certeiro do que perceber que os caranguejos nadam em plena emoção e, em certos casos, numa boa dose de drama – há o perigo de se afogarem nos próprios sentimentos, abundantes e profundos. Não posso falar por todos os que nascem neste período do ano, muito menos teorizar sobre a complexidade de um mapa astral, mas tenho a certeza que, em mim, reside uma acentuada fatia da emotividade que caracteriza este signo do Zodíaco.” (Texto “O caranguejo não esquece”) – Dalvaneide Araújo
Mais uma vez, MUITO OBRIGADA!
Como cantava a grande Mercedez Sosa: “Yo vengo a ofrecer mi corazón”…!
Texto en Español
Una década de Celestices: ¡MUCHAS GRACIAS!
En el último libro de Isabel Allende (La palabra escrita, una vida mágica), esta escritora a la que tanto admiro afirma que un buen texto es aquel que provoca emoción en los lectores, llevándolos a un viaje a través de los sentidos. Se trata de un camino que comienza en el corazón del propio escritor, quien emprende una travesía de introspección y despertar interior para que las palabras puedan adquirir forma y significado.
En mi caso, no hay nada que me haga más feliz que sentir que mis textos han resonado en el corazón de otras personas, es decir, que han servido de impulso para algún tipo de reflexión, cuestionamiento o sentimiento. Durante las últimas semanas, con motivo de la celebración del décimo aniversario del blog Celestices, he tenido la suerte de recibir los mejores regalos: la selección de fragmentos realizada por personas que han acompañado de cerca mi recorrido.
He comprobado que los seguidores de Celestices constituyen un grupo heterogéneo, de diferentes edades, profesiones y procedentes de distintas partes del mundo (Portugal, Argentina, España, Nueva Zelanda, Brasil, Macao, Estados Unidos, etc.). Me emocionó profundamente percibir el esfuerzo de estos lectores, con vidas ocupadas y miles de preocupaciones, para rendir un hermoso homenaje que quedará grabado para siempre en mi corazón con inmensa gratitud.
Un total de 22 contribuciones en múltiples formatos: frases, testimonios, fotografías propias, audios y vídeos. Presento a continuación la lista completa de participaciones.
“No sé por dónde andarás ahora, en otros planos o dimensiones. Pero sé que, de vez en cuando, vienes a visitarme en mis sueños, ¡y es maravilloso!” (Texto “Sheidy”) – Susana Ferreira
“Hoy siento la presencia de mi madre como nunca antes la había sentido. Consigo pedirle orientación y recibo sus respuestas. No es una tontería, ¡es AMOR!” (Texto “¡No es una tontería, es AMOR!”) – Daniela Vieira
“No puedo controlar casi nada, pero puedo elegir casi todo.” (Texto “No puedo controlar (casi) nada, pero puedo elegir (casi) todo”) – Delia Barrios
“La danza como expresión del movimiento, sin tener nada que ver con la perfección anatómica.” (Texto “La danza como verdadera escucha del cuerpo”) – Gabriela Cunha
“He vuelto. Mi corazón es grande. Mi corazón está lleno. Ya conozco el camino de regreso a casa. Soy yo, de nuevo.” (Texto “Siempre puedes volver a tu corazón”) – Adriana Oliveira
“Todo está bien. El mundo, ahí fuera, no siempre es justo. Pero todo está bien.” (Texto “Let it be”) – Cristina Martins
“La vida puede ser más feliz si nos lo permitimos. Y, cuando estamos en el lugar adecuado, la magia hace acto de presencia…” (Texto “En el lugar correcto”) – Tânia Ferreira
“El amor me pareció la mejor manera de empezar esta aventura...” (Capítulo 1, “Amor” del libro Celestices) – María Luisa Barrios
“Cada palabra cuesta 0,01 € y, por eso, hay que saber escogerlas para no desperdiciarlas.” (Texto “El hombre que ahorraba palabras”) – Tiago Ramos
“He aprendido que la vida es un viaje, en micro o macro dosis... lo importante es entregarnos a cada momento con verdadera presencia.” (Texto “Familia en microdosis”) – Tatiana Vaz
“Por último, permanezco boca arriba, flotando, sintiendo el sol sobre mi rostro y el movimiento del agua masajeando cada célula de mi sagrado cuerpo. Durante unos instantes, la mente se vacía por completo; me detengo en la ‘nada’ que se transforma en el ‘todo’, en un preludio de felicidad.” (Texto “Como el cangrejo…”) – Vanda Santos
“No sé exactamente de qué color es la vida. ¿Y cuál es su textura? Hay momentos en que se presenta suave como la seda y otras tantas ocasiones en las que sentimos su toque áspero, que nos eriza el alma. ¿Tendrá alguna forma geométrica? Los altibajos que componen el lienzo de la existencia representan un desafío creativo para cualquier artista cuyo papel principal es una hermosa interpretación en el escenario de las emociones.”
(Texto “Los colores que tienen más sentido para nosotros”) – Rui Cardoso
“Entre recuerdos y juicios de los que nosotros, los seres humanos, nunca estamos exentos, emerge la voz de la conciencia que nos pregunta qué significa vivir plenamente y no solamente sobrevivir. ¿Qué es lo que realmente importa al final de los días?”
(Texto “Un pájaro entre ángeles y santos”) – Hugo Vieira
“Hay personas que nos hacen sentir que existe una conexión genuina y, en esos instantes, volvemos a creer en una especie de amor a primera vista, como decía el genio Vinicius: ‘No hacemos amigos, los reconocemos’.”
(Texto “Alma gemela”) – Maria Clara Frias
“Hay cosas que nunca cambian y, afortunadamente, algunas personas permanecen para siempre.” (Texto “Viajes que se pierden en el tiempo: una oda a la amistad”) – Sabrina Mouta
“Un espacio donde somos nosotros mismos, de manera sencilla y entregada al amor que nos une como un hilo más fuerte que TODO. Estamos juntos, siempre. Y en mis células fluye la energía del afecto y de la conexión, en una mezcla de felicidad y nostalgia.” (Texto “Familia en microdosis”) – Oscar Canales
“El hogar es el lugar donde vive el corazón y aquí vivió el mío, el nuestro, indiscutiblemente. Ahora es hora de cambiar; el camino sigue hacia adelante, como dice el refrán: ‘quien cambia, Dios le ayuda’. Cerrar esta puerta y abrir otra(s) que nos permitan recomenzar. Con fe, amor y gratitud.” (Texto “Adiós, Casa da Eira”) – Filipa Gomes
“Al tiempo debemos TODO y NADA. Sin embargo, en la humildad de saber quiénes somos podemos aprovechar la existencia y la sabiduría que surge de los años de vida.”
(Texto “¿Tiempo: aliado o enemigo?”) – Christofer Fernandez
“Y es exactamente así como siento mi escritura: un don que recibí y que me impulsa de forma magnética. También estoy segura de que mi madre sigue viva en cada uno de mis textos. Juntas escribimos, escribimos, escribimos y el sueño nunca termina…”
(Texto “¿Adónde vuelan los sueños inacabados?”) – Rui Cardoso
“Cuando me sumerjo en el mar, todo es posible. Cumplo este ritual desde que tengo memoria, como una especie de oración…”
(Texto “El mar me llama”) – Vera Carvalho
“Se suele decir, para quienes saben algo de astrología, que los nativos de Cáncer son extremadamente sensibles. El agua es su elemento principal, pues nada resulta más cierto que comprender que los cangrejos nadan en plena emoción y, en algunos casos, con una buena dosis de dramatismo. Existe el peligro de ahogarse en sus propios sentimientos, abundantes y profundos. No puedo hablar por todos los que nacen en esta época del año, ni teorizar sobre la complejidad de una carta astral, pero estoy segura de que en mí reside una marcada porción de la emotividad que caracteriza a este signo del zodiaco.”
(Texto “El canceriano no olvida”) – Dalvaneide Araújo
¡Una vez más, MUCHAS GRACIAS!
Como cantaba la gran Mercedes Sosa: “Yo vengo a ofrecer mi corazón”…

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